Lembranças.
Em muitos lugares a lembrança do Titanic ainda perdura. Em Halifax estão enterradas centenas de vitimas do naufrágio. Em Southampton, local de onde o Titanic partiu, existe um parque em memória das vitimas. Em Staffordshilre, a esposa do capitão, Helen Melville Smith, mandou erguer um monumento ao seu bravo marido e tripulantes. Em Nova York, ponto de parada para nove entre dez turistas, incluindo uma legião de brasileiros, a loja de departamentos Macys guarda uma curiosidade de que poucos visitantes tomam conhecimento. Em sua entrada principal, na Rua 34, há uma placa de bronze com o rosto de Isador Strauss e de sua mulher, Ida Strauss. Trata-se de uma homenagem ao casal, que afundou com o Titanic em 1912. Isador é sócio-fundador da magazine que anuncia ser a maior loja do mundo. São eles que, aparecem deitados numa cama, que se comprimentam um contra o outro, fecham os olhos e esperam a água gelada matá-los na superprodução de James Cameron. Foi uma pequena liberdade histórica tomada por Cameron. Isador não morreu em sua cabine da primeira classe do Titanic. Ele estava no deck com Ida, mas recusou-se a ocupar um dos lugares do bote salva-vidas por considerar-se velho demais. Sua mulher Ida Strauss também recusou a ajuda do bote salva-vidas. Mais que qualquer outra cidade do mundo, Nova York é um centro de homenagens a céu aberto ao Titanic. Até hoje, cinemas e um teatro da Broadway mostram, em letras colossais, o nome da tragédia, mas em locais tão diversos como o Battery Park, na ponte de Manhattan, e a Rua 91 com a 5ª Avenida, homenagens mais importantes seguem camufladas, longe da atenção do público, há décadas. Em 1915, um monumento no Battery Park foi erguido em homenagem aos telegrafistas do transatlântico. O nome de Jack Phillips, o primeiro a passar um sinal de SOS com o então novíssimo sistema Marconi, está grafado entre outras vítimas, uma homenagem da Fraternidade dos Operadores Sem Cabo. Perto do museu Metropolitan, há uma escultura do inglês sir George James Frampton em homenagem ao jornalista William T. Stead, conhecido por sua cruzada contra a corrupção oficial. Stead viajava para uma conferência em Nova York e sua última ação no Titanic foi acomodar mulheres e crianças nos botes salva-vidas. O ponto de desembarque dos passageiros do Titanic em Nova York era o pier 59, altura da Rua 20, em Chelsea. Hoje, nesse antigo bairro barra- pesada, funciona uma das maiores academias de ginástica e o complexo esportivo da cidade, o Chelsea Piers. Em 18 de abril de 1912, o navio que ali atracou foi o Carphatia, trazendo os passageiros resgatados. Repórteres, antes destacados para cobrir a chegada do maior navio do mundo, estavam desesperados com o desembarque dos sobreviventes. Os milionários acabaram indo para um dos quartos do cinco-estrelas Waldorf-Astoria, outros foram acomodados num hotel de pescadores próximo, hoje o Hotel Riverview, e os mais desafortunados foram transferidos para os leitos dos hospitais St. Vincent e St. Luke. O lugar de protestar era o número 9 da Broadway, onde funcionava a central de escritórios da White Line Star, empresa proprietária do Titanic. Foi a esse endereço que a mulher do milionário Benjamim Guggenheim se dirigiu em busca de informações nada animadoras. Benjamim, diferentemente do que muitos pensam, não fundou o museu Guggenheim, trabalho de seu irmão, o empresário e filantropo Salomon Guggenheim. Essas são apenas algumas homenagens as vitimas do naufrágio do Titanic. Na foto, uma placa construída por Titanic historical society em memória ao Titanic (1986






